Las Vegas, baby! Parte I – Na estrada para Vegas

FÉRIAS!!!

Não via a hora de tirar férias e ir pra praia! Sol, mar, brisa fresca na cara e uma cerveja gelada com camarão fritinho. Férias perfeitas para o verão quente e escaldante dos Estados Unidos, só que não! Em pleno verão quente e escaldante dos Estados Unidos, nós decidimos ir para o deserto do Vale da Morte (Death Valley): um lugar extremamente seco, cheio de pedras, sal e areia e com temperaturas próximas dos 50 ºC. Toda a viagem para Las Vegas, na minha cabeça, aconteceu porque eu queria atravessar o deserto com as temperaturas mais altas já registradas no mundo. Infelizmente não dá pra passar uma semana no deserto, então aproveitamos para conhecer outros lugares famosos daquela região, como o Grand Canyon e obviamente a própria cidade de Las Vegas, que na verdade nunca tivemos curiosidade de ir. O único lugar que não deu pra ir (por razões óbvias), foi a Área 51, mas a gente passou ali do ladinho e já me dou por satisfeita!

O Lucas é muito parça e quase sempre entra na onda das ideias mais furadas que eu arrumo. Infelizmente,  ele só não topa as melhores ideias, como passar uma semana no corredor dos tornados registrando os fenômenos mais lindos e mortíferos da natureza, mas ainda vou convencê-lo… No início, quando ele topou ir para o deserto, ele estava até meio mau humorado (achando essa ideia toda de ir para o deserto no verão uma bosta). Mas à medida em que nos preparamos para a viagem (que aliás fomos imbatíveis neste quesito), começou a se empolgar e no final estava mais animado que eu. Foram uns 10 dias de preparação, compramos roupa pra suportar o calor com filtro solar (acreditem, calça comprida e manga comprida), chapéu de aba larga, filtro solar, um isopor super resistente (melhor compra de todas), 15 litros de água e o maior pacote possível do mix de castanhas com sal, uva passa e m&m’s. Foram cinco dias de viagem de carro, um para irmos de Denver a Vegas – são 12 horas de carro, um para passarmos o dia no Vale da Morte, um para o Grand Canyon, dois em Vegas e um para voltarmos.

Eu sinceramente duvido que alguém vá fazer o trajeto Denver – Las Vegas de carro, mas não posso deixar de comentar sobre esse trecho da estrada. Se for fazer esse trecho de carro, na ida você irá pegar a rodovia I-70 (Interestadual 70) no sentido oeste. Vai atravessar as Montanhas Rochosas de ponta a ponta, o que leva umas 8 horas até a cidade de Grand Junction, que é a última cidade do Colorado. A minha primeira dica para Grand Junction é: abasteça o carro (encha o tanque), vá ao banheiro e compre água e comida, pois os próximos 340 km são numa região totalmente isolada e sem serviço algum – inclusive de celular. Outra dica é, pense se realmente quer fazer as 12 horas de uma só vez, pois não há muitos lugares para dormir no restante da estrada e talvez seja uma boa dormir em Grand Junction. Eu e Lucas optamos por fazer tudo em um só dia e revezamos a direção a cada três horas, o que funciona bem para nós dois, especialmente porque ele consegue ficar mais atento pela manhã e eu consigo ficar mais atenta de noite. A desvantagem de fazer tudo de uma vez foi perder as belezas naturais que são únicas no estado de Utah. Se optar por passar a noite em Grand Junction, uma outra dica é tentar visitar o Arches National Park, que é aquele parque nacional com lindos arcos formados pelo vento nas rochas. Uma última dica, e essa nós fizemos foi parar nos “scenic views” ao longo da estrada, que nada mais são que mirantes de paisagens maravilhosas que estão no meio da estrada, como o Black Dragon Canyon:

2019-06-20 13.14.08

Black Dragon Canyon – Scenic View na Interestadual 70

Depois de atravessar os 340 km sem nenhum lugar para parar, chegamos na cidade de Salina, e aí sim abastecemos novamente e trocamos de direção, seguindo viagem. Essa viagem de carro é bem cansativa, especialmente porque a paisagem é bem monótona para quem está dirigindo. Por outro lado, o limite de velocidade na maior parte da estrada é ótimo – 80 milhas por hora, ou 130 km/h. Aliás, mais uma dica para quem está dirigindo pelos Estados Unidos: cuidado para não ultrapassar o limite de velocidade. Cada estado tem suas leis e em alguns estados, você pode ser preso se ultrapassar um determinado percentual da velocidade máxima. Não há radares como no Brasil, e quem monitora a velocidade dos motoristas é a própria polícia do município, condado ou estado. Então, fique atento à sinalização.

Mudando de assunto, duas das coisas que nos deixaram super empolgados na viagem de carro (porque a gente é bobo mesmo), foram ver os “devil dusts” ou demônios de poeira e as “tumbleweeds”, plantas rolantes, que são dois clássicos nos filmes de faroeste. Isso traz uma sensação engraçada de ver que o que se passam em vários filmes retratam a realidade de um lugar de fato. Acho isso um máximo! Bom, a última lição que aprendi na estrada durante esse trajeto foi: nunca coma um donut recheado com o furinho do recheio pro lado oposto da sua mordida. Levei um banho de creme dentro do carro e ainda bem que o recheio caiu só na minha roupa… Hehe!

Chegamos em Vegas ainda de dia e pudemos passear um pouco por lá para conhecer. Nas duas primeiras noites ficamos num hotel a dois quarteirões da Main Strip (a avenida principal – Las Vegas Boulevard). Nessa viagem ficamos em dois hotéis diferentes, o primeiro foi o Candlewood Suites Las Vegas, que não tinha casino e nada que pudesse lembrar um “resort”. As vantagens disso: você não paga várias das taxas que são cobradas a mais pelos hotéis de Vegas, chamadas taxas de resort, que fazem com que a sua diária se torne muito mais cara do que o preço inicial ofertado. Eu vou explicar um pouco mais sobre isso na parte em que eu escrever sobre a cidade de Vegas em si. Escolhemos ficar num hotel mais simples nos primeiros dias já que iríamos passar os dois primeiros dias fora, um no Death Valley e o outro no Grand Canyon, que são os tópicos dos próximos posts.

Bom, até mais então!

by Lalá.

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